O “Programa Biodiesel na APA (Área de Proteção
Ambiental) de Campinas” é uma parceria entre a Jaguatibaia
e a Cooperativa Remodela de Reciclagem, que tem o apoio da prefeitura
de Campinas, através do Departamento de Limpeza Urbana (DLU)
e da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A
(SANASA).
A proposta inicial do programa foi desenvolvida pela Jaguatibaia e apresentada
durante o “Movimento Reviva o Rio Atibaia”, em 2002,
quando a ONG deu inicio ao passeio eco-cultural na região
da APA, em um veículo tipo “van”, movido a biocombustível.
Cobrando um valor simbólico, levávamos turistas de
Campinas e região para conhecer os patrimônios Históricos
/ Arquitetônicos, Cultural e Ambiental da APA de Campinas.
O biodiesel utilizado na época foi obtido através
de doação, resultante de parceria com a Coordenadoria
de Assistência Técnica Integral (CATI) da Secretaria
de Agricultura do Estado de São Paulo.
Hoje, a Jaguatibaia divulga o programa e estimula a comunidade local a armazenar
o óleo usado na alimentação, ao invés
de jogá-lo na natureza (fossa, rede de esgoto, etc). A Cooperativa,
utilizando caminhão cedido pela SANASA, realiza a coleta
do óleo armazenado e o transforma em biocombustível,
para ser utilizado tanto para a geração de energia,
através da queima em caldeiras, como em motores a combustão,
adicionado ao óleo diesel derivado do petróleo. Na
sua queima, o óleo emite pequena quantidade de CO² e
não emite compostos de enxofre – origem da chuva ácida.
Mas este não é o único benefício ambiental
proveniente da utilização de biocombustíveis.
O fato de se utilizar o óleo servido significa que ele não
será disposto em locais impróprios, o que pode acarretar
sérios prejuízos. Quando despejado em fossas sépticas,
por exemplo, o óleo usado impermeabiliza suas paredes impermeabilizadas,
causando o transbordamento do esgoto. Quando despejado nos rios,
o óleo fica na superfície, impedindo a entrada de
luz e dificultando a oxigenação da água.
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