A Jaguatibaia – Associação
de Proteção Ambiental teve sua origem na movimentação
espontânea da população de Sousas e Joaquim
Egídio, dois subdistritos da cidade de Campinas-SP, contra
um projeto para construção de uma rodovia com quatro
pistas, com pedágio e balança rodoviária, aos
moldes da Rodovia Dom Pedro I. Esta rodovia, que a imprensa convencionou
chamar de “Transpaulela”, cortaria a futura APA (Área
de Proteção Ambiental) de Sousas e Joaquim Egídio.
A proposta causou grande surpresa na população da
região, pois certamente comprometeria a preservação
dos recursos naturais lá existentes. Em meio a esta população
contrária ao projeto, estava um grupo que se auto denominou
“Movimento pela Qualidade de Vida de Campinas” e que
deu subsídios para que a Secretaria Estadual do Meio Ambiente
(SEMA-SP) entendesse a importância dos patrimônios histórico/cultural,
arquitetônico e natural existentes na região e exigisse
um aprofundamento nos estudos dos impactos que seriam causados pela
rodovia proposta. Para conscientizar a população e
a SEMA-SP foram feitas reuniões, palestras, panfletos, outdoors,
abaixo assinados, passeata e carreata de protesto, até que
a batalha foi vencida.
Dispostos a continuarem lutando pela preservação ambiental,
os integrantes deste grupo fundaram, em 1996, a Jaguatibaia
- Associação de Proteção Ambiental,
que hoje é uma das entidades com maior atuação
na defesa do meio ambiente na região.
Ao longo dos anos, a Jaguatibaia vem conquistando
mais credibilidade junto à população de toda
a região e dando vida a dezenas de projetos de conscientização
ambiental, entre eles, o tradicional “Reviva
o Rio Atibaia”, que é realizado anualmente em praça
pública e que tem como principal objetivo levar informação
clara e precisa para os cidadãos sobre a importância
de preservar os recursos naturais, principalmente os mananciais.
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