Os tucanos medem
cerca de 56 cm e pesam cerca de 540 gramas. É o maior dos tucanos,
inconfundível pelo enorme bico alaranjado, o comprimento pode
exceder ao do corpo, é duro e cortante, mas leve, poroso e
translúcido quando visto contra a luz. As funções
deste exuberante bico são duas: a primeira é para coagir
animais que os atacariam e a outra para atrair seu companheiro.
Esta espécie habita matas ciliares, cerrados e capões.
É o único da família (no Brasil) que não
vive exclusivamente na floresta, sobrevoa com freqüência
os campos abertos e rios largos; gosta de pousar sobre árvores
de porte alto.
Na época reprodutiva o casal elege como ninho um buraco ou
fenda existente no alto das árvores, barrancos e cupinzeiros
terrestres abertos (dependendo a região). Põem de dois
a quatro ovos pequenos, elípticos e brancos sem brilho. O período
de incubação é de 18 dias. Os filhotes nascem
cegos, nus e o bico é curto e amarelo. A alimentação
desta espécie consiste principalmente de frutos, filhotes de
aves, ovos e coquinhos. Os tucanos estão entre os grandes dispersores
de sementes.
Sua vocalização é formada por um roncar baixo
e profundo. Vozeiam mais de manhã, à tarde e depois
das chuvas; para tal juntam-se alguns indivíduos nas copas
altas. Esta espécie emite um matraquear que é na realidade
um som emitido de bico escancarado.
São muito inquietos, movimentando-se e pulando através
da ramaria. Sua aparência em vôo é ainda muito
curiosa pelo bico colossal que é mantido esticado para frente.
No final da tarde se reúnem em grupos, que na hora do pôr
do sol, voam a certos lugares onde dormem juntos.
Foto: Ana Paula Nicolau Barbosa
Texto: Giselda Person
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